Escondo coisas de mim mesmo
Eis a minha melhor visão
Do que seria uma contradição de ideias
Bem simples. Talvez.
Do mais elementar
Como uma sorriso ou um olhar
Que podem ou não esconder
Um sofrimento ou pesar
Até o mais complexo
No caso em que a liberdade é tamanha
Que tais ideias contraditórias
Deixam de ser, e passam a coexistir.
Dizer sem pensar
Talvez seja pior que falar sem ser
Quanto à contradição de ideias resta duvidar
E a dúvida é o prato principal no cardápio da insegurança
Qualquer um com mente boa
Percebe a contradição de ideias que implica
O processo de escrever
Sobre qualquer coisa que malmente se pode pensar
O que escondo de mim mesmo
É a velha história dos segredos que eu não me conto
Que continuam sendo o melhor exemplo
Já que são ao passo que sou eu que os guardo, deixam de ser segredos, pois os conheço.
Seria então a contradição o resultado
Da interrelação entre os diversos interiores
Que se colidem e se influenciam
Mutua e Divertidamente.
A insegurança que acompanha a aplicação do tema
É o que propriamente registra a cena
E desenvolve o roteiro
Do mundo de contradições.
Por fim, vendo o texto enquanto palavras
O excessivo choque de ideais
E seu caráter que beira o não-poético
Ao meu ver de escritor que lê, é tão poético quanto necessito escrever.
Muito interessantes as suas idéias. Gostei em especial do último verso e do verso em que fala que a dúvida é o prato principal da insegurança.
ResponderExcluirA minha dica construtiva é mais questão de opnião mesmo: eu prefiro poemas com mais ritmo. Achei que o seu ficou com algumas arestas e que merecia ser polido.
A propósito:
"Ao meu ver de escritor que lê, é tão poético quanto necessito escrever" <- genial ^^